Barack, o ovo e o cometa verde! |
||||
| Francisco Dandão
Tudo parecia conspirar para que esse fato, tido e havido como totalmente inusitado pela imprensa esportiva do sul e do sudeste do país, se consumasse. Tudo parecia conspirar. Desde o alinhamento dos planetas no espaço estelar, passando pelo pacote de ajuste fiscal de Barack Obama, até a recente descoberta de que ovo não aumenta o colesterol coisa nenhuma. É certo que o Santos viajou sem alguns dos principais artistas da troupe. Caso dos lutadores de vale tudo (inclusive tesoura) Fábio Costa e Fabiano Eller, bem como dos virtuoses Léo e Roni. Até Lúcio Flávio, que esteve no Acre com o Botafogo no ano passado, foi preterido. Mas e daí? Contra o Rio Branco, em tese, meia companhia dava para o gasto! O alinhamento dos planetas no espaço estelar, com o anúncio de um cometa esverdeado (um certo Lulin) nas proximidades da Terra, talvez fosse o maior indício de que o Rio Branco (Estrelão, para os íntimos) seria mais do que feliz. Afinal, não é todo dia que a gente pode desnudar os olhos para ver uma maravilha dessas desfilando sobre as nossas cabeças. No tocante às primeiras atitudes do novo presidente norte-americano, o que se diz nos bastidores é que a vitória do Rio Branco, considerada zebra sem tamanho nas melhores casas de apostas de Nova York, seria crucial para o enfrentamento da crise econômica, uma vez que faria muita gente hoje sem nada no bolso literalmente arrebentar com o resto da bolsa! A história do ovo também faz o maior sentido. Vilão até a segunda-feira, no que diz respeito ao aumento do colesterol de todo mundo, agora absolvido por cientistas não sei exatamente de qual país, o ovo parece nos dizer que uma verdade absoluta só tem razão de ser até que alguém a conteste. Então, por que o Santos teria obrigatoriamente que vencer? Tudo, portanto, como eu disse no segundo parágrafo desta crônica, parecia conspirar para que o Rio Branco surpreendesse o resto do Brasil nesse começo de temporada. Penso que o que realmente faltou foi o Estrelão acreano (ainda não me adaptei ao “acriano”) entender que precisa dar um fim à síndrome do “quase” que tem sofrido nos últimos tempos. “Quase” disputou o octogonal final da série C de 2007; “quase” subiu para a segunda divisão no ano passado; “quase” conseguiu ganhar algumas partidas fora de casa no octogonal da série C de 2008; “quase” foi campeão acreano invicto no ano passado... Quase isso e quase aquilo outro. Da minha parte, eu penso que isso é uma verdade absoluta... Ou quase! (Publicada em www.grandearea.com - 19.02.2009) |
||||
© Francisco de Moura Pinheiro |
||||
|
|
||||