Do hino para a vida |
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| Francisco Dandão
Esse domingo que recém passou (3 de maio) foi pródigo de cenas como essa, impregnadas de prazer, nos mais diversos quadrantes do país. De norte a sul, de leste a oeste, na maioria das capitais brasileiras, as mais variadas nações futebolísticas entoaram o seu grito de felicidade e sorveram o êxtase que somente um triunfo esportivo pode proporcionar. Em São Paulo, como que para coroar mais um renascer do fenômeno Ronaldo (já há quem o compare com a mitológica Fênix, o pássaro que volta a viver depois de ser transformado em cinzas), o Corinthians foi campeão invicto. Uma campanha irrepreensível, com direito até a uma, literalmente falando, prova de fogo do seu capitão nos instantes finais. No Rio de Janeiro, com todos os contornos de um drama “rodrigueano”, o urubu mascote do Flamengo deu um senhor bicudo no azar que, até então, fazia do técnico Cuca um eterno vice-campeão. A decisão foi para os pênaltis e a esperança do Botafogo virou água de esgoto, escoando pelo ralo e se perdendo além de um emissário submarino. Já no Acre, lugar onde sempre há uma surpresa por trás do tronco de uma seringueira, a hora de festejar é do rubro-negro da águia. Treze anos depois do seu último triunfo, o Juventus, que não disputou todos os campeonatos, deve-se ressaltar, conquistou o seu quinto (1989, 1990, 1995, 1996 e 2009, se não me falha a memória) título como profissional. Penso que para além do triunfo momentâneo do Juventus, seria interessante também relembrar a história desse time que nasceu em 1966, numa escola de primeiro grau de Rio Branco, o Colégio Nossa Senhora das Dores, apelidado Colégio dos Padres, vindo à luz pelas mãos de Walter Félix de Souza, Touca, Dinah Gadelha, além dos padres Mário e André. Em momentos seguintes muitos outros nomes ajudaram a forjar a lenda do clube. Cito alguns que me vem à cabeça enquanto escrevo, sem prejuízo dos muitos que não citarei por puro esquecimento. Casos dos irmãos Elias e Eduardo Mansour, Aníbal Tinoco, Ivonaldo Portela, Iolanda Silva, José Xavantes, Roberto Chaar, Rivaldo Guimarães etc. Creio que todos eles, assim como uma enorme variedade de grandes craques que um dia vestiram a camisa do Juventus, devem estar cheios de júbilo neste momento, qualquer que seja a dimensão da vida ou da morte em que se encontrem. Mesmo em momentos de extremas dificuldades, o “lema do Juventus”, como na frase do hino, continua sendo “vencer”. (Publicada no site www.grandearea.com – 05 de maio de 2009) |
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© Francisco de Moura Pinheiro |
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