Vivo no game! |
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| Francisco Dandão
Por fazer o dever de casa entenda-se vencer na condição de anfitrião. A equipe que falhar, escrevendo e não lendo, vai levar pau no couro, e depois, quando não houver mais jeito de recuperar os pontos perdidos no seu terreiro, chorar o leite derramado. Fato esse (o choro pelo leite misturado na areia) que não adianta coisa alguma, como todo mundo sabe. Mas, ainda há um segundo fator, dependendo das inúmeras variáveis que envolvem uma partida. Justamente o fator de não apenas fazer esse dito dever de casa, mas fazê-lo da melhor maneira possível. Em outras palavras: ganhar com sobras, dar espetáculo, marcar o máximo de gols e deixar os inimigos com a impressão de que ainda foi pouco, tal o controle das ações. Não existe maior felicidade para um torcedor do que voltar do estádio da sua cidade com a vitória do seu time sobre a equipe visitante. E a tendência, de vitória em vitória, é a de que nos jogos futuros mais e mais admiradores façam da ida à arena esportiva o seu programa favorito. No fim das contas, a chance de todos serem felizes cresce consideravelmente. O contrário também é verdadeiro. Ou seja: se a equipe da casa se danar a perder em seus próprios domínios, a tendência natural é que o público fuja do estádio, fazendo cada vez mais minguarem as rendas do time do coração. Fato absolutamente compreensível. Afinal, ninguém merece dormir de cabeça quente, por conta da incompetência de outrem. Perder fora de casa, até que ainda se tolera. De modo geral, mesmo o nosso time jogando pra caramba, tem sempre um árbitro mal intencionado na curva da estrada, pronto para dar uma mãozinha para os adversários. Isso quando as más intenções não são comuns a todo o trio de arbitragem, extensivas ao prefeito, ao padre, ao juiz, aos vereadores e ao delegado... Já em casa, não. Em casa é outro papo. Os “facínoras” que nos visitam não querem (ou não sabem) jogar de jeito nenhum. Vem para ficar na retranca, dar catiripapos (dizendo o mínimo) nos nossos ídolos, praticar o chamado anti-jogo. Vem para tentar melar o nosso desempenho... Devem ser expulsos mesmo. Talvez até de forma preventiva, para evitar o pior... É isso. No balanço das coisas, justificando os motivos para esse papo mais do que aranha de hoje, por enquanto tudo está dentro da normalidade para o nosso glorioso Rio Branco na série C. Perdeu a primeira, fora de casa, pelo placar mínimo, para o Águia de Marabá, e venceu a segunda em casa, de goleada, do Luverdense. O Estrelão está muito vivo no game! (Publicada no site www.grandearea.com - 2 de junho de 2009) |
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© Francisco de Moura Pinheiro |
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