Francisco Dandão
 
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Perebinhas do futebol

 
         
 

Francisco Dandão

uma – Os cartolas da Fifa estão lendo a minha crônica. Eu já suspeitava disso há algum tempo, mas a confirmação só veio esta semana. É que eu escrevi da última vez sobre a estranheza que me causava tanta oração dos jogadores da seleção brasileira após uma conquista. No dia seguinte, li na imprensa que eles já advertiram a CBF sobre o fato. Bingo!

     Duas – A seleção brasileira voltou ao topo do ranking da Fifa, depois de ganhar a Copa das Confederações, mesmo tendo no comando um sujeito que jamais havia sido técnico antes; mesmo, de vez em quando, não jogando porcaria nenhuma; mesmo levando sufoco de equipes de segunda categoria (Estados Unidos, Egito...). Só pode ser o milagre da fé, só pode!

     Três – O Rodrigo Torres, nosso webmaster no grandeárea.com, atacante trombador, formado nos mais rudimentares campos de várzea acreanos, convalesce depois de tentar driblar um zagueiro bêbado que atravessou a rua bem na frente da sua motocicleta. Esborrachou-se no asfalto, fraturou duas costelas e a arbitragem sequer deu falta. Sacanagem!

     Quatro – O pessoal do programa humorístico CQC andou levando umas bordoadas na entrada do estádio Beira-Rio, momentos antes da final da Copa do Brasil, na quarta-feira. Pelo que eu entendi, foi “porrada preventiva”, porque supostamente o repórter, que não chegou a dizer nada, ia fazer piada com a hombridade dos gaúchos. Se a moda pega, danou-se!

     Cinco – Lula (aquele que foi reserva do Bico-Bico), Joraí (aquele recordista em gols contra no futebol acreano) e Manoelzinho (aquele das sete cirurgias no joelho) já confirmaram que também querem uma vaguinha em alguma das equipes que disputam a série C. É que, segundo os próprios, tem gente bem mais velha do que eles ainda enganando por aí. Faz sentido!

     Seis – Segurando a lanterna no campeonato brasileiro, o outrora glorioso Botafogo, do Rio de Janeiro, não consegue sequer uma réstia de luz para clarear o próprio caminho. A cada jogo, uma humilhação a mais para a sua (ainda, por enquanto...) numerosa torcida. Continuando nesse ritmo, no rumo de baixo, não vai sobrar nem centelha, quanto mais fogo!

     Sete – Leio nos sites que o atacante Jardel, que um dia remoto no passado já jogou pela seleção brasileira, é o mais novo reforço do Rio Branco. O argumento da direção estrelada, ainda segundo os sites, é a de que a equipe precisava de um “atacante de peso”. Penso que houve algum engano. A não ser que o jogador tenha engordado nos últimos tempos!

     Oito – Ronaldo (esse um atacante literalmente de peso) quer abolir a concentração no Corinthians. Diz que já esgotou todo o seu estoque de piadas e que não agüenta mais passar tanto tempo recluso, olhando para os mesmos sujeitos. Diz também que todo mundo é adulto e responsável pela própria vida. As boates paulistanas apelam para a sensibilidade do Timão!

(Publicada no jornal O Rio Branco - 5 de julho de 2009)

 
         
         
 
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© Francisco de Moura Pinheiro