Pisando na bola |
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| Francisco Dandão
Mas há um problema: dependendo da situação, essa proximidade pode gerar algum desconforto para os protagonistas. É o caso dos pés que se posicionam sobre a bola e despejam nela todo o peso do corpo que eles (os pés) conduzem. A tendência, nesse caso, é o sujeito perder o controle dos próprios movimentos e despencar pesadamente rumo ao chão duro. Por conta dessa inconveniência é que ninguém do meio futebolístico admite de bom grado que um dia chegou a “pisar na bola”. Nem mesmo as criaturas de pouca habilidade, aquelas de quem se diz destinados a carregar o piano para os solistas da orquestra. Nem mesmo essas se sentem confortáveis na situação de “pisar na bola” em algum momento do game. Na gíria do futebol, “pisar na bola” é fazer parte do rol dos trouxas de toda a espécie. Uma expressão que ganhou tanta força que até já transpôs os limites do campo de jogo. É muito comum a gente ouvir pela rua alguém dizendo que um sujeito “pisou na bola”, referindo-se a alguma tolice que o referido cometeu. “Pisar na bola” é, de fato, um mau negócio. O Palmeiras de antes desse jogo de quinta-feira passada (29), por exemplo, andava “pisando na bola” da forma mais bisonha possível. Havia livrado uma diferença confortável na luta pelo título do campeonato brasileiro de 2009, mas, eis que desandou a perder que dava gosto (para os adversários). Para sorte da nação alviverde, era significativa a gordura. Outra pisada na bola? A dessa seleção brasileira sub-17, que ora disputa o Mundial da categoria na Nigéria. Em três jogos só conseguiu mesmo uma vitória (apertada, ressalte-se) sobre os meninos japoneses (que, pra variar, perderam de todo mundo). Nos demais jogos, os moleques brazucas levaram dois catiripapos: um do México e outro da Suíça. As pisadas na bola nas nossas seleções de base, aliás, estão ficando mais comuns do que qualquer um torcedor gostaria que fossem. Um dia desses, todo mundo ainda deve lembrar, foi aquela lapada que o pessoal do sub-20 levou de Ghana, nos pênaltis, bem sob o nariz das pirâmides egípcias. Uma vergonha, um grande e verdadeiro show de incompetência. Mas, a maior “pisada na bola” no meio do futebol brasileiro dos últimos tempos foi essa que os dois línguas de trapo do Barueri protagonizaram no meio da semana ao afirmarem que receberam uma grana do Cruzeiro para “ajudar” a vencer o Flamengo. Ninguém pode negar que a “mala branca” existe, o que não pode é sair contando por aí... Ririri... (Publicada no site www.grandearea.com - 31 de outubro de 2009) |
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© Francisco de Moura Pinheiro |
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