Derradeiras emoções |
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| Francisco Dandão
As chances do Flamengo são as melhores possíveis. Jogando em casa, com todos os lugares do Maracanã tomados pelos seus fanáticos torcedores (os ingressos acabaram na quarta-feira), tendo por adversário um Grêmio sem nenhum compromisso (a não ser estragar a vida do rival Internacional), só mesmo uma catástrofe para tirar o título dos urubus. No outro extremo (quase no outro extremo, digamos), com a espada no pescoço, o inimigo mais famoso, o glorioso Tricolor das Laranjeiras, ainda briga para não cair para a segunda divisão do ano que vem. Penso que a parada aqui é mais indigesta, uma vez que o adversário dos cariocas, o centenário Coritiba, precisa vencer para se garantir na elite. Meus sais! Delírio numa ponta da tabela de classificação, nervos à flor da pele na outra ponta. Correndo por fora (ou por dentro, dependendo do ponto de vista de quem fala), como fatores decisivos do passaporte rumo ao paraíso ou ao inferno, elementos estranhos ao campo de jogo (mas não aos bastidores), como as malas, de todas as cores e de todos os formatos. As malas, a propósito, eu diria que merecem até um capítulo à parte nesta competição que ora se encerra. Tão comentados (e, ao que tudo leva a crer, decisivos) foram esses “acessórios” (defendidos por uns e atacados por outros) que, penso eu, os cartolas e os jornalistas esportivos vão ter que avaliar a idéia de criar um prêmio para a mais bonita nos próximos anos. O troféu seria entregue no mesmo dia da festa em que se homenageia o melhor técnico, os melhores jogadores, o artilheiro etc., com a devida cobertura de todos os canais de esporte, deste e dos outros continentes, e seria chamado de “mala do ano”. E poderia, inclusive, numa boa, ser disputado por gente que não tem nada a ver com as coisas do futebol. Ou então, talvez pudesse até haver troféus paralelos: um para gente ligada ao futebol e um outro para a turma dos outros esportes. Fosse o caso dessa distinção “mala do ano”, no quesito futebol, já entrar na festa de premiação de 2009, é provável que o presidente do Palmeiras e o árbitro Eugênio Simon disputariam cabeça a cabeça, até o derradeiro voto. Já no caso de gente de outros esportes, caso o troféu “mala do ano” já estivesse devidamente instituído, não creio que alguém de fora de Brasília, a nossa belíssima (e esotérica, onde muita coisa desaparece no ar...) capital federal, tivesse alguma chance de levar para casa a referida láurea. Malas, cuecas e meias na parada. Que vença sempre o (a) melhor! (Publicada no site www.grandearea.com - 04 de dezembro de 2009) |
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© Francisco de Moura Pinheiro |
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