| Pensamentos recolhidos ao acaso | ||||
| Francisco Dandão
Do jornalista Vital Battaglia (dez prêmios Esso de Jornalismo) – “O maior adversário da atual seleção brasileira pode ser a imprensa, cujos integrantes muitas vezes descarregam as suas frustrações no desempenho da equipe. O futebol brasileiro, como já havia dito Flávio Costa, técnico na derrota de 1950, continua evoluindo apenas do túnel para o campo”. Outra idéia do mesmo Vital Battaglia – “A escola do técnico Carlos Alberto Parreira é a mesma da Alemanha de 1954. O Dunga tem as mesmas convicções do Parreira. Deu certo em 1994, mas será que dará certo outra vez? Eu diria que o Dunga, no comando técnico, é o Parreira de ontem, da mesma forma que o Felipe Melo, no campo, é o Dunga de hoje”. Do jornalista Paulo César Vasconcelos (diretor do canal fechado Sportv) – “Cada vez a imprensa tem menos contato com os jogadores. Dessa forma, é absolutamente necessário que a cobertura jornalística não se restrinja às palavras das pessoas escaladas para as entrevistas coletivas. Existem muitas outras histórias que podem e devem ser levantadas”. Do presidente da crônica esportiva de Roraima, Alci da Rocha, torcedor do São Cristovão, irmão do lendário ponteiro-esquerdo Tião Cavadinha (campeão mineiro pelo Siderúrgica, em 1964) – “Se gritar ‘pega ladrão’ na frente das sedes de uma porção de clubes espalhados por esse imenso Brasil, pode ter certeza que nem o prédio fica parado no lugar”. Do cronista esportivo piauiense Wellington Leite, comentando as goleadas sofridas por Juventus, do Acre, e Naviraiense, do Mato Grosso do Sul, na atual Copa do Brasil – “Por um momento eu temi que o Caiçara, lá do Piauí, fosse perder a primazia de ter levado a maior surra dessa competição”. [O Caiçara perdeu de 11 a zero do Galo Mineiro, em 1991]. Do cronista cearense/piauiense Deusdeth Nunes, conhecido pela alcunha Garrincha, redator da coluna esportiva “Um prego na chuteira”, a mais antiga do Brasil, publicada no jornal “O Dia”, de Teresina – “O futebol brasileiro é uma grande feira de negócios. Todos os grandes jogadores são vendidos. E só voltam para o Brasil quando os dentes caem”. De um motorista de táxi chamado Odillon, que faz ponto em frente ao Dayrell Minas Hotel, na Rua Espírito Santo, em Belo Horizonte, torcedor fanático do Atlético Mineiro – “Tô trabalhando dia e noite pra juntar um dinheiro que me permita ir à Copa do Mundo. Afinal de contas, a África do Sul é o único país da Europa que eu ainda não conheço!”. É isso. Deus salve os pensadores do futebol! (Publicada no site www.grandearea.com - 27 de março de 2010) |
||||
© Francisco de Moura Pinheiro |
||||
|
|
||||