| Giro pelo mundo | ||||
| Francisco Dandão
Belo Horizonte - Os meninos do Santos parecem ter perdido o mapa que os conduzia invariavelmente às redes adversárias inúmeras vezes durante os noventa minutos regulamentares. Depois de marcarem mais de cem gols em cinco meses, não conseguem mais descobrir os motivos do brilho de um amontoado de estrelas azuis. Tá faltando cabeça ou perna? Johannesburgo - A bola é escolhida por unanimidade pelos jogadores brasileiros como a grande vilã desta Copa do Mundo de 2010. “Patricinha”, “entidade sobrenatural”, incapaz de obedecer aos comandos dos pés milionários dos astros “brazucas”, caso a gente volte da África do Sul com o rabo entre as pernas, já se sabe em quem se deve botar a culpa! São Paulo - O “Love” do nome do artilheiro endurece sem ternura para cima do seu ex-time. Manda um balaço mortal no corpo do “suíno”. Flamengo um a zero em cima do Palmeiras. Fica mais do que provado que o problema do chamado Alviverde do Parque Antártica não é o técnico da vez. Fica provado também que ter esperança é mais do que vestir uma cor. Goiânia - Por trás das belas mulheres que adornam as esquinas da capital dos goianos existe uma frutinha simpática, mas cheia de espinhos disfarçados sob a inofensiva aparência de um brilho amarelo. Raspada com arroz ou galinha, tudo bem... Mas na forma natural, é fatal. O São Paulo cravou os dentes no caroço e tomou um doloroso dois a um do pequi! Pyongyang - Por ordem do ditador norte-coreano, ninguém pode fotografar, filmar ou, sequer, entrevistar os jogadores da seleção do seu país. Talvez a equipe queira surpreender o mundo com algum tipo de futebol nunca visto ou sonhado pelos torcedores dos quatro cantos do planeta... Ou pode ser que o time seja uma verdadeira bomba. Atômica? Rio Branco - Natal Xavier, meu dileto amigo, presidente do Rio Branco, campeão acreano de 2010 (alguém duvida?), me diz que dessa vez o Estrelão sobe para a Série B. “Estamos preparados para a guerra. E quanto aos que afirmam que a nossa chave é difícil, eu respondo que não gosto de chutar cachorro morto”, garante o presidente. Questão de fé? É isso. Gira o mundo, giram as idéias, a Copa do Mundo bate à porta e o futebol vai tomando conta dos nossos cinco sentidos. Ganha-se aqui, perde-se ali, especula-se acolá. Como na canção, “vale tudo, vale o que vier”. Esse vale tudo, porém, desde que a bola volte a obedecer aos pés dos “brazucas” e desde que sejam tirados os espinhos do pequi! Combinado? (Publicada no site www.grandearea.com - 4 de junho de 2010) |
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© Francisco de Moura Pinheiro |
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