| De volta para o futuro? | ||||
| Francisco Dandão
Por tudo que esse Fortaleza já fez em épocas nem tão remotas assim, bem como por tudo que o clube representa para o torcedor cearense, pode-se sentir mesmo que há certo ar de perplexidade no ar do Nordeste por conta desse, digamos, percalço do chamado Tricolor do Pici. Perplexidade refletida recentemente nas palavras do cronista esportivo Tom Barros. “Até hoje procuro entender como o Fortaleza desceu para a Série C. Não consigo. Pela boa qualidade do elenco tricolor, jamais imaginei que tal situação fosse acontecer. Por isso acredito na volta do time do Pici à Série B nacional (...). No mais, o competente Zé Teodoro sabe de cor o caminho da ascensão”, disse Tom Barros, quarta-feira, no Diário do Nordeste. Voltar, sucessivamente, às séries B e A, então, é questão de honra para o Fortaleza. Ainda mais quando o Ceará, seu grande rival, não somente está na elite do futebol nacional como ainda faz uma campanha brilhante, disputando as primeiras posições com Corinthians e Fluminense. Empatou recentemente com o primeiro e ganhou do segundo, em abril. E para que esses objetivos sejam cumpridos, uma penca de reforços desembarcou nos últimos dias no aeroporto Pinto Martins. Desde jovens atacantes, como Robinson e Wendell, até pistoleiros rodados, como André Leonel e Finazzi (ex-Ponte Preta, Corinthians e muitos outros mais). Sem falar em Rinaldo, ídolo da torcida desde os tempos da primeira divisão. Um último reforço tentado pela diretoria do Fortaleza, num esforço para garantir definitivamente a “rapadura” (produto de exportação made in Nordeste apreciadíssimo por gringos e congêneres), comenta-se a boca pequena, teria sido ninguém menos do que o milagreiro Padre Cícero Romão. Mas ele teria declinado o convite por absoluta falta de tempo. Se os reforços vão dar liga, isso é o que esperam fervorosamente todos os torcedores do Leão do Pici. Não voltar imediatamente para a Série B seria tão desastroso quanto um longo período de estiagem no sertão do Cariri. Nesse sentido, a sensação do torcedor tricolor é a de que é preciso atropelar todo e qualquer adversário que pise o gramado do Castelão. O primeiro sparring (degrau ou obstáculo, nunca se sabe) desse renovado Fortaleza, já neste domingo (18), atende pelo nome de Águia de Marabá. Conhecidíssimo dos acreanos (aqueles 3 a 2 de 2008, em plena Arena, quem haverá de esquecer, hein?). Jogo de interesse direto do Rio Branco. Eu vou estar lá pra ver os detalhes. Depois eu conto pra vocês... (Publicada no jornal O Rio Branco - 17 de julho de 2010) |
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© Francisco de Moura Pinheiro |
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