| Números e indagações | ||||
| Francisco Dandão
Por sua vez, pra não dizer que eu esqueci o extremo oeste do território nacional, o glorioso Nauas, do município de Cruzeiro do Sul, em cinco jogos somou um mísero pontinho (empate em 2 a 2 com o Vila Aurora). Tão ruim quanto o baiano Camaçari, que também perdeu quatro das cinco partidas jogadas. Ambos com um saldo negativo de nove gols. Ao Rio Branco, que joga nesta quarta-feira (18) em Santarém (onde estão as mais belas praias do Norte do país - Alter do Chão que não me deixe mentir), contra o São Raimundo, ainda resta alguma esperança. Basta (!?) vencer todas e torcer por uma vasta combinação de resultados. Mas são chances tão improváveis que não há cristão que ainda acredite nisso. No que diz respeito ao Nauas (vice-campeão estadual, não custa lembrar), a única coisa a ser feita é despedir-se com honra (se é que ainda existe algum resquício de honradez depois de tanta lapada nos couros), neste domingo (22), contra o VEC, em Vilhena. Também pouco provável, dado que os rondonienses não vão querer ficar com a lanterna do grupo. Somando-se as informações desses quatro primeiros parágrafos, acrescentando-se aquela goleada que o Juventus levou do Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil, descontados os noves fora de praxe e elevando-se ao cubo o que deve ser elevado, chega-se à conclusão de que no ano de 2010 os acreanos são responsáveis diretos pelo pior futebol jogado no Brasil. E não sou eu quem o diz, uma vez que no momento sou um mísero e distanciado observador da cena (é que atualmente passo uma temporada como aprendiz de pinguim, na cidade de São Paulo, portanto sem maiores condições de análise). Essa verdade sobre sermos os piores do país quem diz é a frieza dos números, jogados na nossa cara de infinita perplexidade! O sonho do Rio Branco de subir para a série B transformou-se num pesadelo de grandes proporções. Ao invés de galgar um degrau na pirâmide do futebol nacional, o Estrelão flerta olho no olho com o rebaixamento para a série D. Depois de bater dois anos consecutivos na porta das nuvens, a equipe acreana se aproxima perigosamente do subsolo de um negro abismo. O que teria acontecido? O que deu tão errado de um ano para o outro? Qual foi o erro na estratégia do Rio Branco que o fez chegar nesse ponto? O que se pode fazer, a essa altura dos fatos, para evitar o desastre maior do descenso? Por que a Arena da Floresta não é mais o caldeirão que um dia foi? Será que alguém tem respostas para tantas indagações? Tem? (Publicada em www.grandearea.com - 17 de agosto de 2010) |
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© Francisco de Moura Pinheiro |
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