Eh, seringueiro!
Depois da chata te despejar
mosquitos, nuvens
urros, urros, urros de onça,
lado a lado a te espreitar...
Eh, seringueiro!
Corta caules, bebe de vertentes
suor entrega ao patrão
ervas, chás contra muitos males
poronga nas pupilas reticentes...
Eh, seringueiro!
Teus labirínticos caminhos
marcas de galhos
rasgos de espinhos
vagando só
peitos ossudos, fantoches, espantalhos...
Eh, seringueiro!
Onde está o teu coração?
Acuado dentro da mata
sob as palhas de um barracão...
Eh, seringueiro!
Onde está o teu coração?
Talvez suba na fumaça
da última defumação...
(Texto musicado por Sérgio Taboada - CD Sérgio Taboada )
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