Francisco Dandão
 
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  Diagonais vazias  
         
  Francisco Dandão
- Fevereiro de 1996 -
 
         
 

Tempo...
Tudo vibra...
Nada é parado...
Tudo é movimento.

Setas cruzam o ar...
Bispos disparam
diagonais vazias...
Num ângulo reto
o outro lado tomba.

Eternas ondas.
Bruxos, bandidos,
magos, alquimistas.
Destinos selados
movimentam cordéis.

Deuses,
os homens zombam.
Deusas,
as peças gargalham.

Quem dirige quem?

 
         
         
 
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© Francisco de Moura Pinheiro