Eu, soldadinho de chumbo coladinho no teu corpo querendo corromper a noite.
Tu, bailarina de pelúcia cor de Vênus, maçã do paraíso estendida sobre a mesa.
Ele, enlouquecido coração diamante bruto esquecido consumido de paixão.
Nós, misturados por inteiro equação espaço-temporal trampolim de eternas canções.
Caminhantes sem destino calados, sisudos, perdidos retrato e revelação tão presentes.
Soldadinho de chumbo bailarina de pelúcia a noite sobre a mesa tem pressa e passa num instante.